sábado, 25 de janeiro de 2014

Uma pequena homenagem, para um grande Tom Jobim.

Olá, tudo bem  ?
O música faz história de hoje da os parabéns ao aniversariante do dia, Tom Jobim que foi reconhecido como um dos compositores mais importantes da segunda metade do século XX, tanto no Brasil como em todo mundo, suas composições são consideradas sofisticadas para sua época, encontrando as inspirações principalmente na natureza e na cidade do seu coração, o Rio de Janeiro.
Tom nasceu no bairro da Tijuca, se mudando com apenas 1 ano para Ipanema, bairro o qual foi criado. Motivado por sua mãe começou a tocar piano com um professor alemão, esse professor o qual foi o introdutor do estilo dodecafônico no Brasil, Hans-Joachim Koellreutter. No começo dos anos 50, com uma certa experiência no piano começou a tocar nos bares e a fazer arranjos para uma gravadora, datando dessa época suas primeiras composições, como Incerteza.
Com 29 anos ele conheceu Vinícius de Moraes por acaso em um bar, cujo um amigo sugeriu que Tom musicasse uma obra de Vinícius, essa a qual fez o grande sucesso Se Todos Fossem Iguais a Você, sendo gravadas diversas vezes. Isso possibilitou para que arrumasse inúmeras parcerias no ramo da música, como Elizabeth Cardoso, João Gilberto e o próprio Vinícius, inaugurando assim a bossa nova com canções como Eu Não Existo sem Você, Chega de Saudade,  Canção do Amor Demais.
Em 1962 foi destaque no Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall em Nova York, sendo que no ano seguinte compôs, com Vinícius, a mais famosa de todas canções brasileiras executadas no exterior, Garota de Ipanema.
O grande sucesso possibilitou até a oportunidade de gravar com um grande mito da música norte americana, o espetacular Frank Sinatra. Já no fim dos anos 60 participou do III Festival Internacional da Canção, mesmo com a vaia do público, ele levou em 1º lugar por decisão dos jurados.
Foi se apaixonando e se aprofundando cada vez mais quando o assunto era nacionalismo e cultura brasileira, sendo um grande amante de Villa Lobos e pesquisador de elementos típicos de nossa música. Tom viajou muito, conheceu diversas pessoas que o ensinaram muitas coisas, mas também foi professor de muitas outras, nos anos seguintes teve diversas parcerias, e muitas inspirações podendo assim relatar todas as lições aprendidas na vida aliadas de todo o seu amor pela música, até em dezembro de 1994, que durante uma recuperação de um câncer na bexiga,quando inesperadamente sofreu uma parada cardíaca, deixando  assim de existir na forma física, mas sendo eternizado como o grandioso compositor brasileiro.


                                             

                                                                            Matita Perê  -  Tom Jobim

                              
Djalma de Campos 25/01/2014.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Concertos de Brandeburgo, J. S. Bach.

Olá, tudo bem ?
O música faz história de hoje irá abordar sobre os Concertos de Brandeburgo, uma obra considerada ícone do período barroco, mostrando claramente as ideias composicionais dessa época, e guiando diversos outros compositores. Esse concerto mostra como com grupos pequenos da época era possível criar uma obra tão elaborada e  detalhada,  deixa amostra também a organização e a complexidade para época.
Os Concertos de Brandeburgo ou Concerto para vários instrumentos BWV 1046-1051, são um total de 6 obras que foram compostas por volta de 1721. Não se sabe ao certo para qual finalidade foram compostas, mas se leva a possibilidade de que Bach tenha as criado para se adentrar junto da realeza e nobreza, com isso adquirindo o título de compositor da corte, título o qual apenas em 1736 veio a adquirir.
Essas como muitas outras obras foram esquecidas em bibliotecas, porém os Concertos de Brandeburgo foram descobertos muitos anos depois, sendo publicados apenas em 1850,  cerca de 100 anos após a morte de Bach.
Na atualidade é uma obra muito executada, principalmente por grupo de câmaras e orquestras barrocas, os quais usam da performance de músicas históricas para atrair seu público.


Concerto Nº 1, BWV 1046.
Os movimentos são :
1.Sem indicação de andamento, mas eventualmente executado como Allegro Moderato.
2.Adagio.
3.Allegro.
4.Minueto - Trio I - Minueto da capo - Polaca - Minueto da capo - Trio II - Minueto da capo.
O único da coleção que contém 4 movimentos

Concerto Nº 2, BWV 1047.
Os movimentos são :
1.Allegro moderato.
2.Andante.
3.Allegro assai.
Presença de solistas tendo como base instrumentos de corda.

Concerto Nº 3, BWV 1048.
Os movimentos são :
1.Sem indicação, executado eventualmente como Allegro moderato.
2.Adágio.
3.Allegro.
Talvez o mais conhecido de todos, com forte influências italianas, Bach deixa de lado os sopros e coloca o máximo de sua inspiração nas cordas.

Concerto Nº 4, BWV 1049.
Os movimentos são :
1.Allegro.
2.Andante.
3.Presto.
Partes de violino extremamente virtuosas para a época, sendo considerado um concerto moderno para o barroco.

Concerto Nº 5, BWV 1050.
Os movimentos são :
1.Allegro.
2.Afetuoso.
3.Allegro.
Uma atenção especial dessa vez foi dada ao cravo, esse concerto muitos acham já estar pronto desde 1719, para uma competição que Bach iria participar tocando cravo.

Concerto Nº6, BWV 1051.
Os movimentos são :
1.Nenhuma indicação, executado eventualmente como Allegro moderato.
2.Adagio ma non troppo.
3.Allegro.
Um concerto um tanto quanto incomum, ele não utiliza violinos, sendo solistas 2 violas da braccio e 1 cello, e no acompanhamento violas da gamba e cravo.

                                                                        Johann Sebatian Bach - Brandeburg Concertos
 



Djalma de Campos 21/01/2014.











                                                       

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

R.I.P. Claudio Abbado.

Olá, tudo bem ?
O música faz história de hoje está triste pela perda dessa figura muito representativa para  a música clássica, o qual sempre foi inspiração para diversos outros músicos, e com um renomado respeito em todo o  mundo. Dirigiu grandes orquestras, como Scala de Milão, a Ópera de Viena, a Filarmônica de Berlim, e nos últimos anos estava a frente de uma orquestra formada por jovens músicos, sendo que seus participantes eram os principais jovens solistas europeus e norte americanos.
Claudio iniciou os estudos de música aos 8 anos, com o violino no conservatório onde seu pai trabalhava dando aulas, anos se passaram e ele teve a oportunidade de assistir a apresentação de uma obra do Debussy com a orquestra do Scala, após isso decidiu partir para a regência, onde desenvolveu suas técnicas e criou vários amigos e apoiadores, como na Academia Chigiana, com os regentes Zubin Mehta e Daniel Borenboim.
Com o passar dos anos ganhou concursos, resultados da  qualidade de seu trabalho que crescia cada vez mais, sendo que mais tarde foi convidado para ser assistente de Leonard Bernstein na Filarmônica de Nova York, e poucos anos depois chamou a atenção de Hobert Von Karajan, que o ajudou a fazer sua estréia no Festival de Salzburgo.
Anos se passaram e as oportunidades de emprego sempre apareceram em sua vida, porém com a saída de Berlim nos anos 2000 coincidiu com a descoberta de um câncer no estomago, muitos pensaram que o maestro poderia vir a parar de vez com a música, porém para a surpresa de todos ele continuou, mas não conduzindo orquestras grandes, e sim grupos específicos como Mahler Chamber Orchestra, o grupo de jovens solistas do Festival de Lucerna, e Orquestra Mozart.
O maestro estava afastado desde dezembro de 2013, por motivo de complicações da doença, onde cancelou várias apresentações com a Orquestra Mozart, sendo que nessa segunda-feira dia 20 de janeiro de 2014 ele veio a falecer, aos 80 anos.
(1933-2014)








Mahler - Symphony No. 5 : http://www.youtube.com/watch?v=vOvXhyldUko




Djalma de Campos 20/01/2014.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Alaúde.

Olá, tudo bem ?
O música faz história de hoje vai escrever sobre um pouco do que se sabe quando o assunto é o alaúde ou oud, esse instrumentos de origem incerta, sabendo-se apenas que os primeiros aparecimentos foram no oriente médio, posteriormente sendo levado para Europa pelos mouros, cujo se tornou muito popular durante a  renascença, sofrendo algumas transformações e se adaptando para cada determinado momento, assim evoluindo e passando para instrumentos cada vez mais modernos.
Os alaúdes eram encontrados com uma corda simples e 5 cordas duplas,essas que eram dedilhadas, sendo muito diversificado nos tamanhos e encontrado também na sua versão espanhola, que se chamava vihuela de mano, ao contrario do alaúde seu corpo tinha formato de 8 e braço reto, já o alaúde em formato arredondado, e as cravelhas inclinadas para trás, formando um ângulo de 90 º.
Sua fama popular se dava pela capacidade de tocar acordes, melodias, ornamentos e até peças com contraponto, que foi muito útil para acompanhar os conjuntos de canto, sendo que ele era o responsável por dar uma boa gama de sons de fundo para os cantores.
Outra relação é que os alaudistas usavam uma técnica de notação musical chamada tablatura, ela não representava a altura da nota ( como na partitura ), mas sim aonde cada dedo iria segurar na corda para produzir determinada nota, técnica a qual depois foi utilizada para muitos outros instrumentos.
Ainda hoje músicos que tocam músicas histórias, como a renascentista, utilizam réplicas do alaúde para dar uma maior fidelidade na sonoridade musical de sua apresentação.




                                                      Alaúde.









                                                      Vihuela.





                                                 

                                                                                 Fernanda Bertinato - Alaúde.


 

Djalma de Campos 17/01/2014.                      

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A arte da regência.

Olá, tudo bem ?
O música faz história de hoje vai falar de uma posição de destaque nas orquestras, porém nem sempre foi presente dessa forma, passando por uma transformação com o tempo e acompanhando a evolução das produções musicais durante a história, estamos falando da figura do regente, ou mais conhecido como maestro.
A posição do maestro nem sempre existiu de forma materializada como é hoje, desde que músicos tocam juntos, existe a figura de um dos membros que é responsável pela condução do grupo, porém isso era muito mais fácil de ser feito pelo membro nas músicas do período barroco, cujo os grupos eram reduzidos e a possibilidade de contato visual entre os músicos era muito maior, podendo assim se organizarem para marcarem entradas, ou o tempo da música.
Já quando os grupos começaram a crescer essa responsabilidade de condução passou para o primeiro violinista, onde ele por vezes tocava e outras dava a entrada para os membros, sendo também encontrada por  pianista ou cravista que se posicionavam na frente do grupo, que além de acompanhar e marcar o tempo, também mostrava as respectivas entradas de cada um.
Já na formação orquestral  a posição sentado ficava inviável para visualização dos outros membros, portanto um dos músicos ia até a frente e marcava o tempo batendo um bastão no chão, porém as batidas atrapalhavam a sonoridade da música a tornando com muitos ruídos, sendo que até um músico chamado Jean Baptiste Lully atingiu seu próprio pé com o bastão o machucando, tendo uma inflamação causando complicações  o levando a óbito, desde então decidiram que o bastão era muito perigoso e começaram a enrolar uma folha de partitura para que ficasse em forma de varinha para conduzir a orquestra, e apenas mais tarde no final do século XVIII foi introduzido a batuta de madeira como conhecemos hoje.
Essa posição na orquestra evoluiu cada vez mais, criando técnicas e gestos comunicativos para tornar o diálogo entre ele e a orquestra cada vez mais claro, além disso precisou desenvolver conhecimentos bem aprofundados de teoria, percepção, contraponto , rítmica, harmônia, etc. para que pudesse fazer que aquela orquestra soasse como uma unidade musical interpretativa.






The art of conducting : http://www.youtube.com/watch?v=Crfs0yJWC8s






Djalma de Campos 15/01/2014.